“Celebra-se hoje o dia mundial da doença…”

 

No caso de hoje, comemora-se o dia mundial da Doença de Parkinson.

 

Comemora-se…

Celebra-se…

Festeja-se…

 

Algumas pessoas preferem utilizar a palavra assinala-se, porque, na sua perspetiva, não existe nada para comemorar, celebrar ou festejar. Não deixo de compreender este ponto de vista que, habitualmente, ouço por parte de doentes e familiares – aqueles que mais sentem a doença.

Esta posição manifesta o quanto a doença de Parkinson e as mudanças que ela trouxe tiveram impacto naqueles que navegam nesta “tempestade”.

Quantas vezes a pessoa passa a ver-se a si própria e a ser vista pelos outros como “o(a) doente”, o marido/esposa como o(a) cuidador(a)?, as saídas de casa que antes eram de lazer passam a ser maioritariamente para consultas, os imprevistos cada vez mais frequentes diminuem a espontaneidade dos planos…

Sei que não é fácil, mas também sei que a forma como levamos a vida pode amenizar tempestades.

Quem me conhece sabe que eu própria estou a passar sob uma nuvem que me afastou temporariamente do meu trabalho. O que escrevo hoje reflete aprendizagens que este período me trouxe. Sem elaborar mais, relembro que os pensamentos, as palavras e o que escolhemos esperar do futuro podem ajudar-nos (ou desajudar-nos).

Tomo a liberdade de fazer um convite a todos os que estão neste “barco” que navega entre nuvens, ventos e chuvadas: que tal aproveitarmos o dia de hoje para refletir sobre o que temos a celebrar/comemorar/festejar na vossa vida e para partilhar uma mensagem positiva?

Deixo um abraço especial a todos os que me têm confiado a partilha do leme dos respetivos barcos.

O Sol brilha sempre atrás das nuvens. E também entre elas.

 

Rita Loureiro, terapeuta da fala

NEUROfala©