TCE: O QUE É?

Um traumatismo crânio-encefálico (TCE) é uma lesão cerebral, causada por uma força externa. Por exemplo, quedas, agressões, acidentes de viação, perfuração e esmagamentos estão entre as principais causas de TCE.

Os traumatismos crânio-encefálicos podem ser classificados de acordo com a sua gravidade em ligeiros, moderados ou graves, através de uma escala mundialmente utilizada – Escala de Coma de Glasgow. Quando uma avaliação clínica com esta escala não é possível, considera-se um TCE como moderado a grave se existe perda de consciência superior a 30 minutos e amnésia superior a 24h.

Um TCE pode ser aberto ou fechado, consoante exista, ou não, fratura do crânio (com ou sem penetração de um objeto externo).

No TCE fechado, o cérebro é “agitado” dentro do crânio numa determinada direção, devido a um impacto. Quando esta força é forte o suficiente, a parte do cérebro que “bate” contra o crânio pode ficar lesada, pode originar uma concussão. Neste caso, pode também existir uma lesão contragolpe, isto é, uma lesão gerada quando o cérebro bate numa área contralateral à área primária e provoca uma segunda lesão.

Se a cabeça de uma pessoa sofrer muitos movimentos e agitação, pode ocorrer uma lesão que se assemelha a um “rasgar” disperso de várias ligações cerebrais, denominada lesão axonal difusa.

Um profissional de saúde pode suspeitar de concussão quando existe alteração temporária do funcionamento cerebral que melhora sem intervenção clínica, na ausência de uma lesão externa. Não é obrigatoriamente necessária a ocorrência de perda de consciência para se considerar a possibilidade de concussão, que é confirmada através de exames imagiológicos.

No TCE aberto, existe o risco de fragmentos de crânio se alojarem no tecido cerebral, que podem ser extremamente desafiantes de retirar.

Quando de um TCE decorre edema (“inchaço”) cerebral, o neurocirurgião pode decidir fazer uma craniotomia, isto é, remover temporariamente um retalho ósseo, com o objetivo de diminuir a pressão intracraniana.

 

TCE: Sinais e sintomas

TCEs ligeiros:

  • Dor de cabeça;
  • Tonturas e fadiga;
  • Dificuldade em dormir;
  • Dificuldades de concentração e memória;
  • Visão turva;

 

TCEs moderados a graves:

  • Fala arrastada;
  • Confusão;
  • Convulsões;
  • Dor de cabeça persistente;
  • Coma;

 

 

TCE: Como tratar?

Compreender a importância de um TCE é o primeiro passo para reconhecer que o tratamento é fundamental.

neurocirurgião é responsável por proteger o cérebro das lesões e intercorrências decorrentes através de procedimentos médicos, no entanto, o sobrevivente de um TCE depara-se com a necessidade de aprender a gerir os efeitos da lesão.

Uma vez que o cérebro é constituído por uma rede complexa de células organizadas, cada lesão é tão única quanto a pessoa que sofreu o TCE.

Um TCE pode afetar a nossa capacidade de pensar, comunicar, movimentar e de nos relacionarmos.

Afeta a vida em múltiplas dimensões: física, psicológica, social e espiritual.

As terapias de neurorreabilitaçãoterapia da fala, fisioterapia, terapia ocupacional, neuropsicologia – desempenham hoje em dia um papel de enorme relevo na gestão e superação das consequências de um TCE.

 

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Rita Loureiro, terapeuta da fala

NEUROFALA | terapia da fala no adulto com patologia neurológica

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